Sir
Rowland Hill, inventor e educador britânico, nasceu
em Kidderminster em 03/12/1795 e faleceu em 27/08/1879,
pouco antes de completar 84 anos de idade, em Hampstead
(Londres).
Filho
de Thomas Wright Hill (1763/1851), diretor de uma conceituada
Instituição de Birmincham entre a Inglaterra
e País de Gales, desde pequeno manifestou seu interesse
pela mecânica.
Aos
17 anos de idade, ele construiu sozinho um imóvel
para servir de escola e elaborou um curioso sistema educacional,
onde os alunos governavam-se a si mesmos.
Constituia
o projeto, em substituir os castigoss a que eram submetidos
os alunos pelas faltas cometidas nos estabelecimentos de
ensino, por um julgamento feito pelos próprios alunos,
cujas punições teriam que ser cumpridas pelos
faltosos, com a prática de exercícios
úteis, durante as horas de recreio.
Os
julgamentos eram feitos por uma corte de Justiça,
onde o Juiz, jurados e advogados eram escolhidos pelos
próprios alunos, dentre eles.
A
escola de Hazelwood passou a funcionar admiravelmente bem
e, quando Matthew Davenport Hill divulgou o sistema adotado
em seu livro Educação, ela ficou famosa
em toda a Europa. Foi transferida em 1827 para Bruce Castle
e Arthur Hill assumiu a direção, assistido
por seus 2 irmãos Eduardo e Frederico.
Quanto
a Rowland, daí para diante, dedicou-se à criação
de Falanstérios, espécie de fundações
comunitárias ou repúblicas comunitárias
e, com a colaboração de John Shaw Lefrève
e Wheatone, uma sociedade tendo por objetivo apoiar novos
inventos.
Escreveu
um livro (1832), onde constava um projeto com objetivos
de extinguir a pobreza e redução da criminalidade.
Em
1833, passou a fazer parte da Associação
para a colonização do Sul da Austrália.
Enviou, no ano de 1834, uma carta ao Lord Bougham, onde
demonstrava a situação paupérrima
da educação.
Rowland
Hill, durante todo esse tempo, inventou diversos equipamentos
e máquinas industriais, patenteando em 1835 uma
impressora rotativa (Rotary Press) que imprimia
em forma de listagem. Pouco tempo depois desta invenção,
é que lhe ocorreu a idéia da introdução
de uma estampilha para o pagamento das cartas enviadas por
intermédio dos correios. Esta foi a sua principal
invenção e que imortalizou o "Selo Postal".
Passou
por outro lado, a estudar os serviços postais britânicos
e as falhas que o sistema apresentava.
Como
todo assunto relevante, a reforma efetuada nos correios
da Coroa Britânica, tem várias interpretações,
devido às mudanças propostas por Hill. Mas
pode-se observar que os serviços eram pagos após
serem efetuados e por valores expressivos, calculados por
volume e distância percorrida, como são feitas
atualmente as encomendas de mercadorias por transporte
rodoviário, marítimo ou aéreo.
Não
se poderia imaginar a hipótese de pagamento de um
serviço ainda não prestado e por valor irrisório.
Não se dava conta na época, de que o volume
da correspondência poderia cobrir os gastos administrativos
de todo o sistema, ampliando, de forma substancial, os
usuários ávidos de um serviço postal
confiável à maioria da população.
Em
1837, enviou ao gabinete de Melbourne uma apostila intitulada "a
reforma dos correios" (Post Office Reform)
onde expunha seus objetivos e resultados práticos
com introdução do selo postal, com uma tarifa única
bastante reduzida. Entretanto, não foi levado a
sério.
Após
ter mandado imprimir um lote de selos, foi chamado a participar
de uma pesquisa já em andamento sobre os correios.
Diante da comissão, descreveu sua idéia como
: "um pequeno pedaço de papel que permitisse
a colocação de um carimbo, com goma em seu
verso, bastaria para pagar o preço justo da remessa
de uma carta".
Sua
idéia ecoou como uma coisa ridícula, sofrendo
forte oposição. Mas Brougham, Gorte, O' Connel,
Hume, Cobdeau e Warburton, exercendo forte pressão,
fizeram que uma comissão parlamentar pedisse a criação
de uma tarifa única para o envio das cartas.
Por
seu lado, o sistema de cobrança do porte, no ato
do recebimento, não mais atendia às necessidades
dos correios e os preços praticados geralmente eram
recusados pelos destinatários, o que trazia sérios
prejuízos aos correios.
Diante
do clamor popular em pagar um porte uniforme, em agosto
de 1839, a reforma postal foi consolidada aprovando-se
o Penny Postage Act , equivalente em nossa moada
a 01 centavo.
Em
06 de maio de 1840, entrou em vigor a reforma postal, com
um porte único para ser adotado em todo o Reino
Unido, não mais sendo considerada a distância
percorrida, com porte pago pelo missivista e não
mais pelo destinatário. Essa medida combatida no
seu princípio possibilitou a popularização
dos serviços postais no Reino Unido, sendo logo
adotada pelos demais países.
A
administração dos correios, entretanto, mostrou-se
hostil para com Rowland Hill, que fora admitido para dirigir
a sua aplicação, sendo durante mais de 2
anos ironizado e alvo de chacotas.
Em
1842, quando acabara de fechar acordo para a fabricação
de selos, Peel (Roberto), ministro do partido conservador,
afastou-o do cargo provisório que exercia sem qualquer
reconhecimento, criando um clima de indignação
pública.
Hill,
em 1843, tornou-se diretor da Estrada de Ferro de Brighton,
recebendo, em 1846, 13.000 libras esterlinas angariadas
em uma subscrição popular. Em novembro deste
mesmo ano, foi nomeado por John Russer, Chefe Geral dos
Correios e seu irmão Fréderic Hill nomeado
adjunto em 1851.
Recebeu
o título de bacharel (cavalheiro) (SIR) em 1860.
Cansado,
afastou-se dos correios em 1864, recebendo uma recompensa
de 20.000 libras esterlinas, oferecida pelo parlamento
pelos serviços prestados, além de sua pensão.
Ele
havia transformado radicalmente em menos de duas décadas,
todo o sistema postal britânico e mundial.
Em
1865, passou a fazer parte da comissão das Estradas
de Ferro.
Com
a ajuda de seu irmão Arthur, ecreveu a História
do Penny Postage, que foi publicada pelo seu sobrinho
G. Birkbeck Hill, juntamente com sua biografia.
Em
sua homenagem, foram erguidas uma estátua em Birminghan
e outra no Royal Exchange de Londres.
Sir
Rowland Hill, criador do selo postal, que nos permitiu
colecionar selos, não é considerado o pai
da Filatelia "Philos (amigo) Ateleia (imperfeccion)
Ateles (que está sujeito a imposto)".
"Amigo
da comunicação entre distâncias"
Os
primeiros que passaram a colecionar selos foram os alunos
das escolas e, no The Times, em 1841, se fez publicar o
primeiro anúncio de troca filatélica.
O
belga Jean Baptiste Moens, considerado o pai da Filatelia,
em 1852, elaborou o primeiro catálogo ilustrado.
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