A
primeira tentativa de implantação do serviço
dos Correios no Brasil começou em 1520. Na ocasião,
em Portugal, era criado o Ofício de Correio Mor do
Reino, que era cedido a uma particular para sua exploração,
por concessão real. O primeiro a ter privilégio
foi Luís Homem.
O Ofício
foi vendido à família Gomes da Mata, em 1606.
Em 1657, o Ofício do Correio Mor das Cartas do Mar
era vendido a Luís Gomes da Mata e anexado ao primeiro
ofício. Com isso, o Correio Mor passou a ter seus
assistentes naas colônias portuguesas, com objetivo
de administrar a expedição e a entrega das
correspondências.
Em 1662, os primeiros
assistentes foram nomeados em Pernambuco, Bahia e Rio de
Janeiro. Assim, essa foi a primeira tentativa de implantação
do Correio no País. A tentativa não foi muito
feliz devido
à pouca aceitação popular em relação
ao serviço. A razão desta má aceitação
foi a taxação que os assistentes impunham aos
objetos postais, antes vindos gratuitamente pelos navios
portugueses ou, da mesma forma, quando eram conduzidos ao
interior por viajantes solícitos.
A taxação
de portes excessivos e a dilatação entre as
datas de envio e de entrega acabaram por inviabilizar, na
prática, o Correio Mor, que acabou não sendo
bem explorado. Assim, as cartas circulavam gratuitamente
nos idos dos séculos XVI ao XVIII.
A necessidade de
agilizar e incrementar as transações comerciais e de prestar
um serviço de comunicação à distância
culminou, em 1796 com reincorporação do Ofício à
Coroa. O então Príncipe Regente D. João
encarregou D. Rodrigo de Souza Coutinho de fazê-lo
- era o ministro de Estado da Marinha Domínios Ultramarinos,
culminando com o decreto de 18 de janeiro daquele ano e o
alvará de 16 de março de 1797.
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