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Site Atualizado em 17/04/2008
Cartões Máximos
Mário Xavier Jr.

Os cartões Máximos, ou máximos postais, ou ainda postais máximos são peças filatélicas modernas com crescente interesse por parte dos filatelistas.

O cartão máximo nada mais é que um cartão postal ilustrado que, unido ao selo e ao carimbo, guardam entre si uma perfeita concordância, tanto do motivo, quanto do lugar e do tempo. Esta tripla concordância não é tão fácil de se obter como parece à primeira vista. a gradação das concordâncias, entre estes elementos, é que dá o maior ou menor valor filatélico de um cartão máximo.

A concordância do motivo deve aparecer entre o postal ilustrado e o selo. Este deve representar, se não a totalidade da ilustração, pelo menos um detalhe significativo da mesma. E é importante que o cartão postal esteja desvinculado da concepção da emissão do selo. Ou seja, não são muito apreciados aqueles cartões, emitidos pela ECT, feitos a partir do desenho original do selo. A concordância do lugar obtém-se pelo nome da localidade inscrito no carimbo e que deve ter relação direta com o assunto do selo e do postal. Quanto à concordância do tempo , obtida pela data de aposição do carimbo, ela deve estar coerente com o período de validade do selo. Um exemplo de cartão máximo "excepcional" ou "maximum maximorum" no dizer dos maximafilistas, seria um cartão postal comercial com uma vista da Igreja do Pátio do Colégio, em São Paulo, com o selo comemorativo de sua restauração (RHM 1050), obliterado no primeiro dia da emissão com o carimbo comemorativo alusivo, que traz o desenho da igreja.

A história do máximo postal teve origem, possivelmente, no fato de alguns turistas europeus, no início do século, colarem o selo no lado da ilustração e não no verso dos cartões postais que remeiam. Para não serem multados, escreviam no verso as iniciais TCV, ou seja, "timbre côte vue" (selo no lado da vista). Estes TCV são, assim, os precursores do máximo postal, embora não apresentassem então as concordâncias hoje requeridas. Por volta de 1932, na revista belga "Le Libre Échange", é empregado pela primeira vez o termo "carte-maximum".

A inclusão de máximos postais nas coleções temáticas causou certa polêmica alguns anos atrás. Algumas correntes temáticas argumentavam que o cartão postal, sendo uma ampliação do motivo do selo, seria uma réplica inútil do mesmo e que sua inclusão em uma coleção tomaria o espaço de outro material mais relevante. Além disso, enfatizavam, o máximo era apenas o suporte do selo, não sendo um documento postal válido. E que, na maior parte dos casos, eram peças carimbadas "de favor" não circuladas. Os maximafilistas retrucavam, dizendo que as ilustrações dos máximos permitiam o realçar de detalhes temáticos imperceptíveis nos selos.

Hoje, a polêmica já não mais existe, sendo pacífica a convivência de cartões máximos nas coleções temáticas. Além disso, a Maximafilia já obteve o reconhecimento da FIP (Federação Internacional de Filatelia) como modalidade independente de colecionismo, como regulamento próprio. E tem sido marcante a sua presença nas grandes exposições filatélicas internacionais.

Portugal, França e Itália são os países onde mais se desenvolveu a Maximafilia. Aqui no Brasil, temos vários adeptos do novo colecionismo. Eles fundaram uma sociedade, a Sombra (Sociedade de Maximafilia Brasileira) com sede em Brasília.

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