Os
cartões Máximos, ou máximos postais,
ou ainda postais máximos são peças
filatélicas modernas com crescente interesse por
parte dos filatelistas.
O
cartão máximo nada mais é que um cartão
postal ilustrado que, unido ao selo e ao carimbo, guardam
entre si uma perfeita concordância, tanto do motivo,
quanto do lugar e do tempo. Esta tripla concordância
não é tão fácil de se obter
como parece à primeira vista. a gradação
das concordâncias, entre estes elementos, é que
dá
o maior ou menor valor filatélico de um cartão
máximo.
A
concordância do motivo deve aparecer entre o postal
ilustrado e o selo. Este deve representar, se não
a totalidade da ilustração, pelo menos um
detalhe significativo da mesma. E é importante que
o cartão postal esteja desvinculado da concepção
da emissão do selo. Ou seja, não são
muito apreciados aqueles cartões, emitidos pela
ECT, feitos a partir do desenho original do selo. A concordância
do lugar obtém-se pelo nome da localidade inscrito
no carimbo e que deve ter relação direta
com o assunto do selo e do postal. Quanto à concordância
do tempo , obtida pela data de aposição do
carimbo, ela deve estar coerente com o período de
validade do selo. Um exemplo de cartão máximo "excepcional" ou "maximum
maximorum" no dizer dos maximafilistas, seria um cartão
postal comercial com uma vista da Igreja do Pátio
do Colégio, em São Paulo, com o selo comemorativo
de sua restauração (RHM 1050), obliterado
no primeiro dia da emissão com o carimbo comemorativo
alusivo, que traz o desenho da igreja.
A
história do máximo postal teve origem, possivelmente,
no fato de alguns turistas europeus, no início do
século, colarem o selo no lado da ilustração
e não no verso dos cartões postais que remeiam.
Para não serem multados, escreviam no verso as iniciais
TCV, ou seja, "timbre côte vue" (selo no
lado da vista). Estes TCV são, assim, os precursores
do máximo postal, embora não apresentassem
então as concordâncias hoje requeridas. Por
volta de 1932, na revista belga "Le Libre Échange",
é empregado pela primeira vez o termo "carte-maximum".
A
inclusão de máximos postais nas coleções
temáticas causou certa polêmica alguns anos
atrás. Algumas correntes temáticas argumentavam
que o cartão postal, sendo uma ampliação
do motivo do selo, seria uma réplica inútil
do mesmo e que sua inclusão em uma coleção
tomaria o espaço de outro material mais relevante.
Além disso, enfatizavam, o máximo era apenas
o suporte do selo, não sendo um documento postal
válido. E que, na maior parte dos casos, eram peças
carimbadas "de favor" não circuladas.
Os maximafilistas retrucavam, dizendo que as ilustrações
dos máximos permitiam o realçar de detalhes
temáticos imperceptíveis nos selos.
Hoje,
a polêmica já não mais existe, sendo
pacífica a convivência de cartões máximos
nas coleções temáticas. Além
disso, a Maximafilia já obteve o reconhecimento
da FIP (Federação Internacional de Filatelia)
como modalidade independente de colecionismo, como regulamento
próprio. E tem sido marcante a sua presença
nas grandes exposições filatélicas
internacionais.
Portugal,
França e Itália são os países
onde mais se desenvolveu a Maximafilia. Aqui no Brasil,
temos vários adeptos do novo colecionismo. Eles
fundaram uma sociedade, a Sombra (Sociedade de Maximafilia
Brasileira) com sede em Brasília. |