Dentre
os elementos que compõem uma coleção
filatélica, as peças têm um grande
valor. Elas compreendem os envelopes, cartões, telegramas,
etc. Os envelopes e cartões que contêm uma
ou mais indicações de franquia ou selos impressos
no anverso (parte da frente) são chamados de inteiros-postais.
O
inteiro recebe esse nome porque, como jé tem envelope
(ou cartão), lugar para escrever a carta e o selo
impresso, torna-se uma peça inteira por si só.
Os inteiros ainda podem ter selos adesivos colados ao lado
do indicum (indicação de franquia ou selo
impresso). Isso ocorre por excesso de peso ou então
quando se destina a um lugar mais distante. O inteiro pode
ter um selo adesivo, mas se ao invés disto, tiver
outro selo impresso, é por causa de um aumento de
tarifa e o inteiro recebeu uma complementação
de valor por meio da impressão de outro indicum.
Além
de estar presente em coleções temáticas,
os inteiros postais podem ser colecionados em conjuntos
especializados. A inteirofilia
é o estudo desses inteiros separadamente da temática.
E os inteirófilos são os estudiosos dessa modalidade
especializada de filatelia.
Os
inteiros, que são peças comercializadas pelas
administrações postais de quase todo o mundo,
são relativamente baratos já
que são feitos nos padrões do trabalho dos
Correios, facilitando tanto a empresa quanto as pessoas que
não precisam comprar selos nem envelopes. Também
presta-se a um interessante estudo de tipos, carimbos, indicuns,
ilustrações, propagandas, e outros elementos.
Os
inteiros postais compreendem os bilhetes-postais, sobrecartas,
cartas-bilhetes, aerogramas, cartas pneumáticas,
mensagens sociais, cintas para jornais, etc. Os inteiros
podem ser ainda oficiais, privados ou mistos. São
oficiais quando impressos e emitidos por particulares e
mistos os inteiros emitidos pelos Correios e que recebem
uma impressão particular. Vale lembrar que etes
dois últimos não são reconhecidos
pela FIP - Federação Internacional de Filatelia,
quando não autorizado pela respectiva administração
postal.
A
história dos inteiros no Brasil começou 22
anos depois da criação do Olho-de-Boi, no
Império. Autorizado em 1865, começou a circular
em 3 de julho de 1867. Este inteiro era uma sobrecarta
que trazia a a figura do Imperador dom Pedro II de perfil.
O segundo tipo de inteiro a circular aqui foi o bilhete
postal, criado em 1880; logo depois, a carta-bilhete, em
1883. As cintas vieram em 1888 e, no século passado,
em 1946, as mensagens sociais e os aerogramas.
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