A
razão que me levou a escrever este artigo, foi para
fazer justiça a determinados selos, aos quais costuma-se
tratar comumente como emissões condenadas.
Sou
colecionador de selos há 15 anos, atualmente com
28 anos, portanto iniciante na Filatelia aos 13 anos de
idade. Tenho duas coleções: uma de Brasil
praticamente fechada e uma temática sobre "O
avanço tecnológico em nosso meio de vida",
a qual está
montada nos moldes necessários para participar de
exposições regidas pelo regulamento FIP.
Feita
esta apresentação, passarei agora a abordar
o assunto título:
-
Quando comecei a procurar selos para dar início à minha
coleção, ganhei um manual de um amigo colecionador,
o qual devorei em apenas um dia, tão ávido
estava por conhecimentos filatélicos. Durante a
leitura, o que mais me chamou a atenção,
foi um capítulo que abordava as emissões
condenadas. Ao terminar a leitura, procurei ter sempre
a atenção redobrada para não adquirir
uma delas.
Depois
de um determinado tempo, comecei a achar estranho, pois
ao procurar séries para iniciar minha coleção
temática, desfilava perante meu olhar, ao lado de
selos de tão conceituados países, as tais
emissões condenadas. Estranhei mais ainda o fato
de que as mesmas estavam descritas, inclusive com cotação
de valores tanto para selos novos, como para carimbados,
nos mais renomados catálogos mundiais. Realmente,
eram séries muito bonitas, mas conforme minha orientação
inicial, não eram bons selos.
Em
virtude da tremenda dúvida que pairava, procurei
colecionadores mais experientes e, após várias
conversas, comecei a ver o colecionisno sobre outro prisma.
Estas conversações orientaram-me na direção
correta, dando-me a base necessária para me tornar
um colecionador sério, sem preconceito com as chamadas
emissões condenadas, às quais eu prefiro
tratar como emissões normais.
Transcrevo
a seguir, o básico das conversações
mantidas, as quais, espero, possam servir de base para
futuros colecionadores ou mesmo para aqueles que tenham
dúvidas, como eu tinha:
- "Caro colecionador, emissões condenadas são
somente aquelas de países não existentes que,
automaticamente não são selos e, sim simples
figurinhas. Todos os demais, devem sempre ser tratados como
nosso bom e velho amigo selo, não importando que venha
de um país rico ou pobre, de primeiro mundo ou subdesenvolvido,
que tenham tiragem muito gande ou pequena demais, que seja
muito colorido ou acinzentado demais, que tenha formato estranho
ou seja muito pequeno, não importa, todos eles têm
a devida importância, em alguns casos mais e em outros
menos, mas sempre devem ser tratados como selos que são,
pois nunca se esqueça: a mais bonita coleção
é aquela que agrada ao próprio colecionador,
independente de conceitos e regras definidas".
Para
finalizar, esclareço que minha coleção
temática
é composta de 132 páginas montadas dentro dos
critérios estabelecidos pela FIP, para apreciação
do público em geral, e mais de 230 páginas
(as quais estou trabalhando para que em futuro bem próximo
sejam 300), montadas obedecendo somente ao meu gosto pessoal,
para minha apreciação e de meus amigos. |